Já estou até pensando em mudar o nome do blog. De "minha insanidade virtual" para "minha privada virtual". Cada vez que começo a me sentir mal e angustiada com meus temores, corro pra cá como um bêbado corre pro banheiro para vomitar depois de beber demais e começar a sentir o mundo rodar.
Agora, comecei a pensar sobre a minha necessidade de isolamento outra vez. Acho que agora fui compreendida. Mas será que era isso mesmo que eu queria. Querer mesmo, eu não queria. Mas é preciso se mutilar muitas vezes para permanecer vivo. Eu que estava querendo desabrochar depois de tanto tempo, agora quero me esconder como um caramujo. Queria poder levar meu lar comigo para onde eu fosse também, assim como ele. Infelizmente, isso não é possível. O que me causa maior estranheza é que, pela primeira vez em muito tempo, estou com muita vontade de ir trabalhar em Três Coroas amanhã. Estou querendo sair daqui, das pessoas que me cercam. Eu preciso me desconectar um pouco também, mas aí já é muito sacrifício...
Não sei se estou certa ou errada agindo assim, querendo ficar só. Na verdade, eu queria sair de mim e me ver de outro ângulo, pois minhas angústias embaçam minha visão e não consigo me ver de onde estou. Acho que estou confundindo tudo, misturando as coisas. Preciso resolver minhas carências e me adaptar a minha nova situação. Em nenhum momento estou arrependida do que fiz, mas passada a euforia inicial, começo a perceber as coisas ao meu redor. É como se eu estivesse dançando uma música que só eu escuto. Quando me dou por conta, todos me olham abismados sem entender o que está acontecendo.
E, só pra variar um pouco, estou andando na contramão outra vez! Enquanto eu estava casada, todas as minhas amigas estavam solteiras (inclusive as separadas). De repente, quando eu entro no clube, adivinha???? Todas, ou pelo menos a maioria delas, estão se envolvendo em relacionamentos sérios. Sobrei outra vez... Por que sempre ando na contramão? Que sina maldita! Eu nunca pensei em dizer isso, mas pela primeira vez na vida estou querendo ser comum, ser mais uma entre as pessoas normais. Talvez eu tenha que lutar contra a minha natureza para que isso aconteça, mas o que fazer se a minha natureza me causa tantas frustrações?
Hoje eu aprendi o significado de uma palavra em espanhol que eu ouvia com muita frequência, mas nunca soube o que significava: olvidar. Esquecer. Seria tão fácil viver se houvesse um botão em nós através do qual pudéssemos apagar todas as lembranças que nos machucam. Que fossem preservadas apenas as lições tiradas delas, mas que a dor fosse embora. Alguém pode dizer que se esquecêssemos a dor, erraríamos outra vez. Mas eu errei muitas vezes o mesmo erro e a dor não passou, então, pra quê senti-la?
Ainda aguardo ansiosamente pelas férias, pela viagem a Buenos Aires e pelas surpresas do próximo ano. Enquanto isso, vou terminando 2010 com a certeza de que, apesar das fortes mudanças, não está sendo um ano muito bom. Exatamente pelas mudanças. Muitas mudanças. Pessoas como eu, pé no chão, não sabem lidar muito com as instabilidades do terreno. Quando tu começas a te acostumar com o novo, o novo já é passado e lá vem outro terremoto. Isso tudo aliado ao calor, ao tumulto de fim de ano, ao cansaço coletivo e ao acúmulo de tarefas para encerrar o ano tá me deixando zonza. Preciso urgentemente fugir. Fugir daqui, fugir de todos, fugir de mim. Mas, enquanto eu não consigo, vou vomitando por aqui...
2 comentários:
não vejo a hora desse ano terminar tb. apesar de eu e o bofe estarmos exclusivos (palavras dele "a única pessoa com quem eu quero ficar romanticamente - e se....mente - é tu", mas ele segue"eu não estou querendo nada sério agora, lutando pra não me apaixonar por ninguém nesse momento". pois pra tu ver que a gente nunca tem tudo que quer na hora q quer né? hj eu liguei pra ele e nem retornou a ligação. por aí tu tira. deve estar in a fighting my feelings mood tonite! durma-se com um barulho desses, como dizia a minha vó! o jeito é ficar bem com a gente mesma e torcer pelo melhor!
bjs e força na peruca!
Bah, Adri! Que ruim isso. Eu me questiono por que os homens tendem sempre a se esquivar do que sentem. Que raiva! Na verdade, é por causa disso que eu também estou tentando fugir do que eu sinto. Mas, ontem a noite, cheguei a uma conclusão: foda-se! Vou deixar como está e ver no que vai dar mais tarde. Não poss oé ficar tentando antecipar o que ainda não aconteceu.
Concordo com a trase da tua vó. Inclusive era esse o título que eu ia dar para o blog, hehehe. Bjo
Postar um comentário