Entendo por projetos de aprendizagem as atividades educacionais que visam à aquisição do conhecimento por parte do aluno sem que isto seja imposto pelo método tradicional de ensino.
Já é sabido que os projetos de aprendizagem partem do interesse do aluno, sem pressão da escola ou do professor. Isto favorece a educação no sentido de democratizar e incluir.
O desinteresse que os alunos de hoje apresentam na escola é frustrante tanto para o professor como para o próprio aluno. Sei disto por experiência própria, pois sou professora da rede estadual de ensino em Porto Alegre. Sei que o problema não está somente no conteúdo que é ensinado ou no desinteresse do aluno. Leciono para crianças e pré-adolescentes e percebo que nesta fase da vida, a curiosidade impera. O problema é que do modo como se ensina, nenhum assunto (ou, tradicionalmente falando, matéria) vai interessar a esse público. Meus alunos são de um bairro de periferia. A disciplina que leciono talvez nunca tenha importância prática direta na vida de meus alunos, porém, procuro adaptar os conteúdos do currículo de modo que levem alguma mensagem realmente útil para suas a vida.
Já é sabido que os projetos de aprendizagem partem do interesse do aluno, sem pressão da escola ou do professor. Isto favorece a educação no sentido de democratizar e incluir.
O desinteresse que os alunos de hoje apresentam na escola é frustrante tanto para o professor como para o próprio aluno. Sei disto por experiência própria, pois sou professora da rede estadual de ensino em Porto Alegre. Sei que o problema não está somente no conteúdo que é ensinado ou no desinteresse do aluno. Leciono para crianças e pré-adolescentes e percebo que nesta fase da vida, a curiosidade impera. O problema é que do modo como se ensina, nenhum assunto (ou, tradicionalmente falando, matéria) vai interessar a esse público. Meus alunos são de um bairro de periferia. A disciplina que leciono talvez nunca tenha importância prática direta na vida de meus alunos, porém, procuro adaptar os conteúdos do currículo de modo que levem alguma mensagem realmente útil para suas a vida.
Além disto, levando em consideração o processo de aprendizagem em si, sabemos que ele não se dá na forma de transmissão de conhecimento. Esta crença somente sobrecarrega e frustra o professor, que se sente culpado por não poder atender às necessidades individuais dos alunos e, até mesmo do grupo. Os alunos também se frustram, por não se sentirem capazes de aprender algo que para o mestre é tão simples e óbvio. A aprendizagem se dá individualmente, através da interação do sujeito com o objeto por ele manipulado, explorado.
Neste sentido, os projetos de aprendizagem surgem como uma ferramenta muito útil nas escolas, pois desvincula o conhecimento à imagem do professor simplesmente. O aluno é o grande responsável por sua aprendizagem, pois parte dele a iniciativa e o modo como irá buscar o conhecimento que provém de sua própria curiosidade, sem intermediários neste processo. Já o professor, inicialmente ficará ansioso, depois assumirá o papel de guia, de orientador. O professor passa a ser visto (e se ver) como um instrumento para levar o aluno até o conhecimento, mas agora ele já não é mais o único conhecedor, pois ele também aprenderá com seus alunos nesta proposta.
Por último, gostaria de salientar o que meu colega André nos chama a atenção: " Na minha opinião, não podemos optar por aulas extremistas, eu quero dizer, não podemos simplesmente implantar projetos de aprendizagem e esquecer o jeito "clássico" de dar aulas (com conteúdos específicos, etc). Do mesmo jeito que não podemos impedir o avanço dos projetos de aprendizagem. Eu acho que se deve chegar em um ponto de equilíbrio entre os dois." Concordo. Como esta ainda é uma proposta nova, pelo menos nas escolas públicas estaduais nas quais trabalho, penso que isto deve ser introduzido com cautela, para que não haja distorções no seu intuito, que é gerar conhecimento. Os projetos de aprendizagem não são "matação de aula". Devem ser encarados com responsabilidade tanto pela escola, pelos professores, pelos alunos e, principalmente, pelos pais! (mas esta é uma outra discussão...)
Por último, gostaria de salientar o que meu colega André nos chama a atenção: " Na minha opinião, não podemos optar por aulas extremistas, eu quero dizer, não podemos simplesmente implantar projetos de aprendizagem e esquecer o jeito "clássico" de dar aulas (com conteúdos específicos, etc). Do mesmo jeito que não podemos impedir o avanço dos projetos de aprendizagem. Eu acho que se deve chegar em um ponto de equilíbrio entre os dois." Concordo. Como esta ainda é uma proposta nova, pelo menos nas escolas públicas estaduais nas quais trabalho, penso que isto deve ser introduzido com cautela, para que não haja distorções no seu intuito, que é gerar conhecimento. Os projetos de aprendizagem não são "matação de aula". Devem ser encarados com responsabilidade tanto pela escola, pelos professores, pelos alunos e, principalmente, pelos pais! (mas esta é uma outra discussão...)
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